Carta a uma amante

Querida Rebeca,
então não sabes que te amo? Que habitas meus sonhos mais felizes e também os mais molhados? Não sabes que te perdôo por me traíres? Que sem mim o seu melhor fica sempre escondido, pois só eu te conheço por inteira? Conheço cada recanto dessa tua mente perversa e, mesmo assim, te amo?

Sei que invejas minha felicidade – apesar das adversidades, que me achas infantil e mimada. Mas sei também que mesmo em outros braços não se sente completa. Que te aproveitas da fraqueza alheia para te fazeres de forte, mas que na verdade morres de medo do amor?

Sei também que achas meu tratamento inadequado, que não te trato à altura da mulher que és. Mas estás enganada! Se te contrario, é só porque te amo! Porque quero te abrir os olhos para a vida que te cerca e te fazer enxergar que nem sempre estás certa.

Estou aqui, te esperando. De braços e pernas abertas.
Quando quiseres voltar, não sejas orgulhosa, volte!

Com amor,
Ana.

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